Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

DEBATE: QUEM SERÁ O MELHOR LÍDER PARA O PS?


O que pensam os candidatos à sucessão de José Sócrates sobre alguns temas que marcam a atualidade nacional. Leia as respostas e entre do

DEBATE: QUEM SERÁ O MELHOR LÍDER PARA O PS?
 
1 Um adjetivo para as agências de rating...
ANTÓNIO JOSÉ SEGURO Gananciosas.
FRANCISCO ASSIS Falíveis.

2 Qual o seu político preferido?
AJS: Nelson Mandela.
FA: Em Portugal, Mário Soares.

3 Prefere a palavra "socialista" ou a palavra "reformista"?
AJS: Socialista.
FA: Sou um socialista reformista. O reformismo em si mesmo não é nada.

4 Consegue definir o seu ideário numa frase? Qual?
AJS: As pessoas são o centro da ação política.
FA: Igualar as condições de afirmação da liberdade de cada indivíduo.

5 Quem é o seu maior amigo na política?
AJS: As convicções.
FA: Os que permanecem para além de todas as circunstâncias.

6 E o maior adversário?
AJS: O cinismo.
FA: Isso depende das circunstâncias.

7 Qual foi o maior erro político que já cometeu?
AJS: Não quero ser juiz em causa própria.
FA: Ter participado na decisão que conduziu à realização de um referendo, depois de a Assembleia da República ter aprovado a despenalização da interrupção voluntária da gravidez.

8 E o ato de que mais se orgulha, enquanto político?
AJS: Todos aqueles que mudaram para melhor a vida das pessoas.
FA: Ter restabelecido a confiança dos credores na Câmara Municipal de Amarante, ao fim de 6 meses de mandato. Na altura, não era fácil. E foi muito importante.

9 Portugal corre o risco de sair do euro?
AJS: A Zona Euro corre o risco de implodir.
FA: O euro corre mais riscos do que Portugal.

10 Numa escala de 0 (extrema esquerda) a 10 (extrema direita) onde se deve colocar o PS?
AJS: Entre o 3 e o 4.
FA: 3

11 Quem é o principal responsável pela crise portuguesa?
AJS: O fraco crescimento económico é o nosso principal problema. Temos de ser mais produtivos, mais competitivos e melhorarmos as nossas qualificações.
FA: Todos os que historicamente contribuíram para o atraso estrutural do nosso país.

12 Se José Sócrates o tivesse convidado para o último Governo teria aceitado?
AJS: Em política não há "ses". A minha disponibilidade para ajudar o PS nunca esteve indexada a lugares. Por exemplo, nas três últimas eleições fui cabeça de lista em Braga, onde o PS obteve percentagens superiores à média nacional.
FA: Aceitei uma missão que, em muitos momentos, se revelou bem mais delicada do que ser membro do Governo.

13 Aceita a adoção de crianças por parte de casais do mesmo sexo?
AJS: Do ponto de vista dos afetos não encontro razões que a impeçam. Há, no entanto outros aspetos a ter em conta que privilegiem a qualidade da adoção, onde os interesses das crianças venham em primeiro lugar. Esta é uma questão que carece de amadurecimento, na sociedade portuguesa. Em Portugal, há situações concretas, e do conhecimento público, que nos permitem realizar um debate sério, sem preconceitos, sem descriminações, inclusivo e positivo. O que é urgente é agilizar os atuais mecanismos de adoção. Há centenas de crianças que já poderiam, e deveriam, ter uma família. Há muitas famílias à espera. O Estado é lento. É incompreensível o longo tempo que leva um processo de adoção em Portugal. As crianças merecem outra atenção.
FA: Aceito. Até há pouco tempo, tinha dúvidas mas, depois, percebi que elas eram motivadas pelo puro preconceito.

14 O aumento da natalidade, bem como dos incentivos do Estado, neste domínio, deve ser uma prioridade?
AJS: Claramente, como também o envelhecimento da população. A população com mais de 65 anos é em maior número que a população com menos de 15 anos. Em 2009, o número de mortes foi superior ao número de nascimentos. Esta situação é grave e, se nada fizermos, terá consequências muito negativas na economia e na sustentabilidade da Segurança Social. São necessárias políticas de família, de apoio aos idosos e à infância.
FA: Deve.

15 Numa sociedade aberta, justificam-se organizações como a Opus Dei ou a Maçonaria?
AJS: Numa sociedade aberta não há obstáculos à existência de quaisquer organizações, desde que respeitem as leis e a Constituição.
FA: Numa sociedade aberta, todos têm direito à livre associação, no respeito pelos princípios constitucionais.

16 O número de deputados deve diminuir?
AJS: Não é matéria tabu. A própria Constituição abre essa possibilidade, desde que seja respeitado o princípio da proporcionalidade. Para mim, é prioritária a alteração da lei eleitoral, possibilitando que cada português possa escolher o seu deputado, saber quem ele é e poder contactá-lo para lhe colocar os seus problemas. As próximas eleições já devem ser realizadas com esta nova lei eleitoral.
FA: Não é imprescindível. Também não é impossível.

17 O que falta aos três partidos de esquerda para serem capazes de convergir, nomeadamente no Governo?
AJS: Tem que fazer o favor de dirigir essa pergunta ao PCP e ao BE.
FA: Que os partidos à nossa esquerda abandonem uma intransigência doutrinária que os impede de perceberem aspetos fundamentais da realidade contemporânea.

18 Se não vivesse em Portugal, que país escolheria?
AJS: Portugal, sempre!
FA: Hesitaria entre a França e a Argentina. E acabaria a viver em Vigo. Fica a 1 hora do Porto.
 

Paulo Pena

18:21 Quinta feira, 14 de Jul de 2011  

0 comentários: